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METEOROS

As Oriônidas, poeira do cometa Halley, chegam ao máximo na noite de 21 para 22 de outubro — melhor nas horas escuras antes do amanhecer

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As posições das estrelas são reais: é o céu antes do amanhecer a 59° N, em 22 de outubro de 2026. Os meteoros são uma ilustração: partem do radiante, como os de verdade, mas aqui doze deles passam em oito segundos — sob um céu muito escuro, essa quantidade leva cerca de uma hora.Ilustração · SkyFlux · HYG v4 (David Nash / Astronexus), CC BY-SA 4.0

Todo mês de outubro, a Terra atravessa uma corrente de poeira deixada pelo cometa Halley, e os grãos atingem a alta atmosfera a 66 quilômetros por segundo — entre os mais rápidos de todas as grandes chuvas. O máximo de 2026 cai em 21 de outubro, por volta de 18:30 UTC, e a melhor noite é a de 21 para 22 de outubro. Este ano, uma Lua brilhante, com cerca de 80% do disco iluminado, fica no céu até bem depois da meia-noite, então as horas que valem são as que vão do pôr da Lua até o começo do amanhecer — o SkyFlux mostra os dois horários para o lugar onde você está. A seguir: quando e para onde olhar, por que os meteoros são tão rápidos e a poeira tão antiga, por que a Terra chega a encontrá-la e como Júpiter, de tempos em tempos, a concentra e provoca um surto. No fim, uma estimativa realista: cerca de 9 a 15 meteoros por hora sob o céu escuro do campo, e menos perto da cidade.

Quando: na noite de 21 para 22 de outubro, depois do pôr da Lua e antes do amanhecer

As Oriônidas ficam ativas por mais de um mês, de 2 de outubro a 7 de novembro, mas a taxa chega ao máximo uma única vez. Segundo a lista de chuvas da Organização Internacional de Meteoros (IMO), esse máximo acontece quando a Terra chega a um ponto determinado da órbita; pelas nossas contas, em 2026 isso ocorre em 21 de outubro, por volta de 18:30 UTC. O máximo é largo — “cerca de um dia, mais ou menos”, nas palavras da IMO —, então o minuto exato importa muito menos do que a escolha da noite. A NASA e a American Meteor Society indicam a noite de 21 para 22 de outubro como a do pico.

Este ano a noite tem uma complicação: a Lua. É uma Lua crescente gibosa, com cerca de 80% do disco iluminado, que fica acima do horizonte até bem depois da meia-noite. O luar clareia o céu inteiro, não só a região em volta da Lua, e os meteoros mais fracos somem nesse clarão. As horas que contam, portanto, são as que vão do pôr da Lua até a primeira luz do amanhecer.

A 59° N, por exemplo, essa janela na madrugada de 22 de outubro dura pouco mais de três horas, e é também o trecho em que o radiante, o ponto de onde os meteoros parecem vir, está mais alto: ele nasce já tarde da noite, mas fica baixo durante horas e chega ao ponto mais alto pouco antes de o céu começar a clarear. Onde 18:30 UTC cai no começo da noite, o radiante ainda está abaixo do horizonte ou mal acabou de nascer no momento do máximo; como o pico é largo, a janela escura importa mais do que esse instante exato. O SkyFlux calcula a mesma janela para a sua posição: o pôr da Lua, o amanhecer e a altura do radiante mudam conforme o lugar onde você está.

A noite anterior é quase tão boa, e no hemisfério ocidental ela fica até mais perto do máximo. Como o pico se estende por bastante tempo, a madrugada de 21 de outubro está bem dentro dele em qualquer lugar, e a janela escura dela é mais longa. A Lua, então com cerca de 71% do disco iluminado, também se põe mais cedo. A 59° N, a janela escura e sem Lua nessa madrugada dura cerca de quatro horas e meia, contra pouco mais de três na madrugada do pico. Se a previsão for de céu limpo em só uma das duas noites, saia nela, seja qual for.

Para onde olhar: a nordeste de Betelgeuse e, depois, para longe do radiante

O radiante é o ponto do céu de onde os meteoros de uma chuva parecem sair. É um efeito de perspectiva: os grãos seguem trajetórias paralelas, e linhas paralelas, como os trilhos de um trem, parecem se encontrar ao longe. O radiante das Oriônidas fica na constelação de Órion, cerca de dez graus a nordeste da brilhante estrela alaranjada Betelgeuse, perto da divisa com Gêmeos. Do hemisfério norte, ele fica no sudeste de madrugada e vai girando para o sul à medida que o amanhecer se aproxima.

É de lá que os meteoros vêm, não para onde olhar. Um meteoro perto do radiante vem quase direto na sua direção, então desenha só um traço curto. Um meteoro mais longe do radiante cruza o céu de lado e deixa um rastro comprido. Olhe para uma área ampla de céu escuro longe do radiante e, antes de a Lua se pôr, longe da Lua, que se põe no oés-sudoeste.

O conselho da NASA é simples e funciona: no hemisfério norte, deite-se de costas com os pés voltados para o sudeste, de modo que o radiante fique perto da borda do seu campo de visão, e todo o céu acima de você fique livre; dê aos olhos uns 30 minutos no escuro para se adaptarem e continue olhando para cima. A tela Chuvas de meteoros do SkyFlux mostra a altura e a direção do radiante no seu céu, hora a hora.

Nem todo meteoro rápido daquela noite será uma Oriônida. A pequena chuva das Épsilon Gemínidas está ativa na mesma época, com o radiante a só uns 13 graus do das Oriônidas, e os meteoros dela chegam a 70 km/s — a olho nu, as duas são praticamente impossíveis de distinguir. Já as Táuridas, também ativas em outubro, são fáceis de reconhecer: os meteoros delas se movem a 27–29 km/s, menos da metade da velocidade, e vêm da direção de Touro.

As partes interativas desta matéria, calculadas para o lugar onde você está, abrem no aplicativo SkyFlux.

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O que você está vendo: grãos do cometa Halley

Cada Oriônida é um fragmento do cometa 1P/Halley. Toda vez que o Halley passa perto do Sol, a luz solar aquece a superfície gelada, o gelo vira gás e o gás leva poeira consigo. A poeira não fica com o cometa. Ela se espalha ao longo da órbita dele e, em muitos séculos, virou uma corrente larga de partículas, a maioria entre o tamanho de um grão de areia e o de uma ervilha.

O cometa que as produz não é grande. O núcleo mede cerca de 16 por 8 por 8 quilômetros, e a superfície reflete só 3% da luz que recebe — o que faz dele, nas palavras da NASA, um dos objetos mais escuros do Sistema Solar. Há muito tempo se anotam as voltas dele: o registro mais antigo identificado está em crônicas chinesas de 240 a.C., e o cometa aparece bordado na Tapeçaria de Bayeux, que conta a história da conquista normanda da Inglaterra, em 1066. Em 1705, Edmond Halley mostrou que os cometas de 1531, 1607 e 1682 eram um só e previu o retorno do cometa; o cometa voltou em 1758.

66 quilômetros por segundo: por que os meteoros chegam de frente

As Oriônidas entram na atmosfera a 66 quilômetros por segundo. Entre as grandes chuvas, só as Leônidas, a 71 km/s, são mais rápidas. O motivo está na órbita do Halley: o cometa gira em torno do Sol na contramão. Todos os planetas orbitam no mesmo sentido. A órbita do Halley tem inclinação de 162 graus, o que quer dizer que o plano dela fica a apenas 18 graus do plano da órbita da Terra, mas o cometa o percorre no sentido oposto. Por isso a poeira encontra a Terra quase de frente, e a velocidade orbital da própria Terra, de 29,78 km/s, se soma à dos grãos em vez de se subtrair dela.

É a velocidade que transforma um cisco num rastro visível, porque a energia cresce com o quadrado da velocidade. A 66 km/s, um único quilograma de poeira carrega cerca de 2,2 gigajoules de energia — umas 520 vezes a energia de um quilograma de TNT. Os grãos em si são muito mais leves: muitos têm massa de cerca de um centésimo de milionésimo de quilograma, e um grão assim carrega uns 22 joules — mais ou menos a energia de um objeto de 2 quilogramas que cai de um metro de altura. Liberada numa fração de segundo, no alto da atmosfera, essa energia basta para aquecer o grão e o ar em volta até que brilhem.

Dá para ver essa velocidade. As Oriônidas são rápidas, e a NASA observa que meteoros rápidos podem deixar rastros persistentes — brilhos tênues ao longo do caminho do meteoro, que ficam no céu por vários segundos, às vezes minutos, depois que o próprio meteoro já sumiu — e que às vezes eles também viram bólidos.

Poeira com pelo menos 2.800 anos

Os grãos que queimam sobre a sua cabeça não saíram do Halley há pouco tempo. Em 2020, Egal e coautores modelaram a poeira do cometa e concluíram que nenhuma partícula liberada depois de 800 a.C. chega hoje à Terra como Oriônida. Por esse modelo, a poeira da chuva deste ano tem, portanto, pelo menos uns 2.800 anos — e as Oriônidas trazem uma parcela maior de poeira antiga do que a outra chuva do cometa, as Eta Aquáridas de maio (mais sobre elas abaixo).

O motivo é uma geometria que mudou com o tempo. A distância entre a órbita do Halley e a da Terra no cruzamento de outubro nem sempre foi a mesma: ela foi mínima por volta de 800 a.C. A poeira liberada naquela época ficou exatamente onde a Terra passa hoje; a poeira mais recente do cometa foi parar em outro lugar.

A atividade fora do comum de 2006 — um surto, explicado mais abaixo — vem de ainda mais longe no tempo. Simulações de Sato e Watanabe a ligaram a grãos liberados pelo cometa em 1266, 1198 e 911 a.C. O mais antigo deles tinha viajado 3.271 anos — dezenas de voltas em torno do Sol — antes de terminar como um rastro no céu de 2006.

Em outubro, a órbita do Halley passa a 23 milhões de quilômetros da nossa — e mesmo assim atravessamos a poeira dele

Eis um fato que parece impossível. Na época das Oriônidas, a Terra não chega mais perto da órbita do Halley do que 0,154 unidade astronômica — cerca de 23 milhões de quilômetros. Mesmo assim, todo mês de outubro a Terra recolhe poeira do cometa.

A explicação é que a corrente não é uma linha fina ao longo da órbita. Em milhares de anos, a gravidade dos planetas tirou a poeira do caminho do cometa e a espalhou numa faixa larga e difusa. A Terra passa 36 dias dentro dela, de 2 de outubro a 7 de novembro, e nesse tempo percorre cerca de 92,6 milhões de quilômetros ao longo da própria órbita. No caminho da Terra, portanto, a corrente se estende por pelo menos essa distância.

O mesmo cometa, duas vezes por ano

A órbita do Halley cruza o plano da órbita da Terra em dois pontos, e a Terra passa perto dos dois todos os anos. O cruzamento de outubro produz as Oriônidas. O outro, em maio, produz as Eta Aquáridas, uma segunda chuva feita da poeira do Halley. Sem telescópio, e sem esperar a volta do Halley em 2061, dá para ver pedaços do cometa Halley duas vezes por ano.

As duas chuvas não são iguais. As Eta Aquáridas costumam ser de duas a três vezes mais fortes, e o motivo é, de novo, a distância entre as órbitas: em maio, a Terra passa a 0,065 unidade astronômica da órbita do Halley, menos da metade da distância de outubro, 0,154. Mais perto da órbita, a poeira provavelmente é mais densa.

Você sabia?Cada Oriônida é um grão do cometa Halley. O cometa está a mais de cinco bilhões de quilômetros e só volta em 2061 — mas a poeira dele chega a 66 quilômetros por segundo, duas vezes por ano, e para vê-la você só precisa dos próprios olhos.

O ritmo de Júpiter: por que alguns anos trazem surtos

Na maioria dos anos, as Oriônidas chegam a uma taxa horária zenital, ou ZHR, de cerca de 20 — o número de meteoros que um observador veria numa hora em condições ideais (mais sobre isso na última parte). Em 2006 e 2007, chegaram a cerca do triplo disso: as estimativas publicadas põem a ZHR de pico em cerca de 60 ou um pouco mais. Aqueles anos não foram obra do acaso, e a causa foi Júpiter.

Parte dos grãos do Halley se move no que os astrônomos chamam de ressonância 1:6 com Júpiter: eles dão uma volta em torno do Sol enquanto Júpiter dá seis — cerca de 71 anos, perto do próprio período do Halley. A cada volta, um grão assim encontra Júpiter no mesmo ponto da própria órbita e leva sempre o mesmo empurrão gravitacional. Em vez de se espalharem, como a poeira normalmente faz, esses grãos ficam agrupados em filamentos densos. Quando a Terra entra num deles, a taxa dá um salto. O próprio Halley esteve nessa ressonância entre 1404 e 690 a.C., e parte da poeira que ele soltou nessa época continua presa nela — inclusive a poeira de 1266, 1198 e 911 a.C. por trás do surto de 2006. O limite de 800 a.C. citado acima continua valendo: o modelo não encontra poeira posterior a 800 a.C. chegando hoje à Terra, presa na ressonância ou não.

Uma segunda ressonância, a 2:13 — duas voltas do grão para cada treze de Júpiter —, explica a atividade elevada de 1916 e 1993. No longo prazo, a força da chuva parece subir e descer num ritmo de cerca de 12 anos, o que coincide com a órbita de Júpiter, de 11,86 anos. O mesmo grupo de pesquisa que encontrou esse padrão também escreveu que é preciso uma série mais longa de observações para confirmá-lo, então é melhor tratá-lo como provável, e não como assunto encerrado.

E 2026? Nenhum surto está previsto. O modelo de Egal e coautores não espera nenhum surto significativo das Oriônidas até 2050, inclusive; um estudo anterior, de Sekhar e Asher, prevê o próximo para 2070. Este deve ser um ano comum para as Oriônidas.

585 d.C.: um surto que ficou registrado por escrito

Os modelos dessas ressonâncias não servem só para prever o futuro; também dá para conferi-los com o passado. Em 2020, Kinsman e Asher reconstituíram a poeira do Halley retrocedendo até o primeiro milênio e encontraram prováveis surtos nos anos 417 e 585 d.C., provocados pelas ressonâncias 1:6 e 1:7 com Júpiter. A poeira de 585 veio de duas passagens do Halley, em 1266 a.C. e 911 a.C.

Para 585 há uma testemunha. Um surto das Oriônidas naquele ano foi registrado na China, e o modelo confirma que o que os observadores chineses viram foi um surto da poeira do Halley. Também já se propôs uma ligação com inscrições maias de cerca de 585, mas ela é só provável, não confirmada — uma diferença que vale a pena ter em mente. Seja como for, quem viu aqueles meteoros catorze séculos atrás estava olhando para grãos que já estavam no espaço havia mais de mil anos.

Onde está o Halley na noite do pico

O Halley passou perto do Sol pela última vez em 9 de fevereiro de 1986. Depois foi se afastando até 9 de dezembro de 2023, quando chegou ao ponto da órbita mais distante do Sol, a cerca de 35 unidades astronômicas. Agora já está voltando. Na noite do pico de 2026, ele está a 5,26 bilhões de quilômetros da Terra, na constelação da Hidra, com magnitude 25,6. As estrelas mais fracas que o olho vê sob um céu muito escuro têm magnitude de cerca de 6,5 (quanto maior o número, mais fraco o objeto), então não há a menor chance de ver o cometa. A luz dele leva 4 horas e 52 minutos para chegar até aqui.

A próxima passagem dele perto do Sol está prevista para 28 de julho de 2061. Até lá, a única parte do Halley que alguém vai ver sem um grande telescópio é a poeira que chega todo mês de maio e todo mês de outubro. Não procure o cometa no radiante: o radiante marca a direção de onde a poeira chega, não o lugar onde o cometa está.

Visível dos dois hemisférios

Ao contrário das chuvas cujo radiante fica bem ao norte, as Oriônidas são do mundo inteiro. O radiante fica 16 graus ao norte do equador celeste, então nasce em qualquer lugar ao norte da latitude 74 graus sul. O conselho da NASA vale para os dois hemisférios: as horas depois da meia-noite são as melhores. No hemisfério sul, deite-se com os pés voltados para o nordeste, e não para o sudeste.

No equador, o radiante sobe até cerca de 74 graus, e na latitude 16° N passa exatamente pelo zênite. Ao norte de 16°, o ponto mais alto dele fica a 106 graus menos a sua latitude — cerca de 47 graus a 59° N. Ao sul do equador, são 74 graus menos a sua latitude: uns 50 em São Paulo, 40 em Sydney. Em Sydney, este ano, duas coisas jogam contra: o radiante só fica mais alto quando o dia já começa a clarear, e a Lua deixa livre só cerca de uma hora de céu escuro na madrugada do pico.

Sem exagero: o que esperar

O valor de referência das Oriônidas é uma ZHR de 20. A ZHR, a taxa horária zenital, é o número de meteoros que um observador veria numa hora com o radiante bem no zênite e o céu perfeitamente escuro. É um teto, não uma promessa. A 59° N, o radiante só sobe até uns 47 graus antes do amanhecer e nunca chega ao zênite; mais ao sul, até a latitude 16° N, ele fica mais alto, e as contagens aumentam junto — e o quanto o céu é escuro decide o resto. A tabela usa a taxa do pico com o radiante a cerca de 45 graus de altura, como nas duas últimas horas escuras antes do amanhecer de 22 de outubro, a 59° N.

o seu céumeteoros por hora, antes do amanhecer
céu de campo muito escurocerca de 13–15
bom céu de campocerca de 9
periferia da cidadecerca de 5–6
dentro da cidadecerca de 3–4

Antes de a Lua se pôr, os números são ainda menores, porque a Lua clareia o céu, como fazem as luzes da cidade. É por isso que este texto aponta para a madrugada: é quando, ao mesmo tempo, o radiante está alto e a Lua já se pôs. A lista Lugares de céu escuro do SkyFlux mostra quanto você precisa se afastar da cidade.

Então as Oriônidas de 2026 são uma observação tranquila, não um espetáculo: um meteoro a cada poucos minutos sob um bom céu, alguns deles traços rápidos e brilhantes que deixam para trás um rastro persistente. Ponha o despertador, leve um agasalho e espere meia hora para os olhos se acostumarem ao escuro. Cada meteoro que você vir é um grão que deixou o cometa Halley há pelo menos 2.800 anos, segundo um modelo de 2020 de Egal e coautores.

Fontes e licenças

  • Atividade, máximo, radiante, velocidade e ZHR — Calendário de chuvas de meteoros 2027 da IMO (Rendtel), lista de referência, tabela 5 e tabela 6 de deriva do radiante — valores que não mudam de um ano para outro · imo.net/ShCal27s.pdf · acesso em 9 out. 2026. IAU Meteor Data Center, chuva 00008 ORI · acesso em 9 out. 2026. NASA Science, Orionids; calendário da American Meteor Society (noite do pico: 21 para 22 de outubro) · acesso em 9 out. 2026
  • Lua, crepúsculo e horários do radiante — NASA/JPL-Caltech, Horizons (Lua, topocêntrica, 59,4° N / 24,8° L) · calculado com astronomy-engine 2.1.19 (MIT) para 59,4° N / 24,8° L, para Sydney e para o equador · SkyFlux
  • Taxas horárias sob céus diferentes — Calculado a partir da ZHR 20 e do índice populacional 2,5 (IMO) com a fórmula padrão da ZHR, altura do radiante 43–47° · SkyFlux
  • Órbita e posição do Halley — NASA/JPL-Caltech, Horizons (1P) e Small-Body Database, solução JPL#75 · acesso em 9 out. 2026. Tamanho do núcleo, albedo e a Tapeçaria de Bayeux: NASA Science. Registros mais antigos (240 a.C.) e a identificação de Halley em 1705: Egal et al. 2020. Velocidade orbital da Terra: NASA NSSDC, Earth Fact Sheet. Equivalente em TNT: NIST SP 811, Apêndice B.9
  • Idade da poeira, distâncias e surtos — Egal et al. 2020, “Activity of the Eta-Aquariid and Orionid meteor showers”, A&A (arXiv:2006.08576) · Egal et al. 2020, “Modeling the past and future activity of the Halleyids”, A&A (arXiv:2008.03589) · CBET 1518 (Jenniskens, Sato & Watanabe) · Sekhar & Asher, “Resonant behavior of comet Halley and the Orionid stream” (arXiv:1303.2928)
  • 417 e 585 d.C. — Kinsman & Asher 2020, MNRAS 493, 551–558 (arXiv:2002.00106)
  • O que não pôde ser conferido — Sato & Watanabe 2007 (PASJ 59, L21) não pôde ser aberto e é citado por meio de Egal et al. 2020 e do CBET 1518

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